Álcool adulterado danifica mais de 40 táxis em uma semana


Em paralelo com a gasolina "batizada", cresce também adulteração do álcool combustível em São Paulo.

          


Nos últimos dias, a Adetax - Associação das Empresas de Táxi de Frota do Município de São Paulo - constatou problemas mecânicos mais de 40 táxis movidos a álcool, problemas esses gerados por combustível "batizado".


A Associação tem amostras de combustível, inclusive com notas fiscais, de postos da Zona Leste e do Centro, nos quais diversos taxistas prejudicados abasteceram os veículos agora parados para conserto.


Conforme Ricardo Auriemma, Presidente da Adetax, a dimensão da fraude cresce à medida que também cresce a demanda por carros "bicombustíveis", conhecidos como "flex", que podem rodar tanto com álcool como gasolina. "É importante que a população tome cuidado ao abastecer em postos que cobram valores muito abaixo da média", diz.


Somente em um final de semana (19 e 20 de março), cerca de 25 veículos das frotas de táxi sofreram sérias avarias e estão parados nas oficinas aguardando o conserto. Fábio Boni, Vice-Presidente da Adetax, avalia que "todos perdem, pois taxistas ficam sem trabalhar, as frotas arcam com os prejuízos da manutenção e os passageiros ficam sem seus motoristas de confiança".


Há 5 anos, as frotas de táxi da capital trocaram a maior parte de seus veículos a gasolina por modelos a álcool, para gerar economia aos taxistas e também colaborar com o projeto "frota verde". Hoje, 90% dos táxis de frota do Município são movidos a álcool ou a gás natural.