Adetax segue no combate à discriminação na categoria
Segundo a Associação que reúne os táxis de frota, reclamações sobre o tratamento que os profissionais recebem ainda é grande; Aeroporto de Congonhas lidera queixas
A Adetax (Associação das Empresas de Táxi de Frota do Município de São Paulo), mantém sua Ouvidoria (0800-táxi) e seu portal na Internet, também para receber e esclarecer reclamações dos profissionais que atuam em frotas. Através desses canais de comunicação, a entidade tem recebido queixas a respeito de discriminações sofridas pelos motoristas da categoria. E está trabalhando para acabar com esse problema.
“A discriminação é grande, principalmente de fiscais de ponto. Em Congonhas, somos chamados de bactérias”, denunciou o taxista Amadeu, que tem carro próprio mas, provisoriamente, está com um carro de frota. “Tenho sentido na pele a discriminação contra os taxistas de frota. Isso não pode continuar”.
“Recebemos esse tipo de reclamação com muita atenção”, diz Ricardo Auriemma, presidente da Adetax. “E procuramos levar todas elas ao conhecimento das autoridades”, acrescenta. “Como entidade que há 35 anos representa o setor de táxis de frotas na cidade, temos recebido queixas semelhantes de motoristas da categoria, que se sentem discriminados pelas fiscalizações e principalmente nas imediações do Aeroporto de Congonhas”.
Auriemma reafirma que a Adetax tem procurado conversar com as autoridades municipais a esse respeito, “pois o taxista de frota deve ser respeitado, assim como o taxista que tem seu próprio carro ou aquele que trabalha como preposto ou segundo motorista”, afirma. “Todos exercem a mesma função, que é de transportar passageiros”.
O próprio DTP está consciente e também trabalha para a resolução desse tipo de problema. Marcos Landucci, diretor de fiscalização, já se prontificou a combater a discriminação contra os taxistas de frota, afirmando à Adetax que esse tipo de tratamento não pode ocorrer.
Nas palavras de Landucci: “o motorista não comete irregularidade quando está passando e, de repente, um passageiro começa a fazer sinal. Ele pode parar, mesmo se estiver próximo a um ponto. Nesse caso, o chamado seria de iniciativa do cliente, e não do condutor do veículo autorizado”, ressaltou, explicando que não pode haver discriminação aos taxistas de frota por motivos como esse, pois isso não se configura como “angariar passageiros”.
Reclamações
Injustiças e casos de discriminação, de acordo com o DTP, devem sempre ser comunicados ao órgão, seja por meio de reclamações como por denúncias. “Isso é necessário para que as aplicações cabíveis possam ser tomadas”, acrescenta o diretor de fiscalização. As denúncias podem ser feitas diretamente no balcão de atendimento do DTP, no bloco C, ou por meio dos telefones (11) 6692-4094, 6692-3302 ou 6291-5416.
Denúncias e reclamações também podem ser feitas pelos motoristas de frotas através do telefone da “Ouvidoria Adetax”. Basta teclar 0800-772 e, depois, as teclas que têm as letras da palavra TAXI. É o mesmo que ligar 0800-772-8294 (a ligação é gratuita). Pela Internet, o contato com a Adetax é através do site www.adetax.com.br.