O Sr. José Fioravante, iniciou como Taxista em 23 de outubro de 1953. Antes de ser Taxista, foi lavrador, ajudante de pedreiro e depois pedreiro. Em 1954 fundou o Sindicato de Presidente Prudente e embora novo na praça e na idade foi eleito diretor da Associação, depois Presidente e está no sindicalismo até hoje. Sob sua jurisdição estão 43 sindicatos, representando 55.258 taxistas do Estado de São Paulo. Em 26 de abril de 2003, a Federação dos Taxistas Autônomos do Estado de São Paulo, completou 20 anos de sua fundação e de importantes trabalhos realizados em prol de todos Taxistas.




01 - A federação celebrou em 2003, vinte anos de fundação. Qual a avaliação que o Sr. faz deste período?
Eu faço uma avaliação boa, porque estivemos a frente de todos os problemas de interesse da categoria. Hoje a categoria de taxistas autônomos é a mais privilegiada do Brasil, é isenta de todos os impostos para adquirir carro novo e tem o seu número de táxis limitado em todas as cidades, graças ao trabalhado desta Federação que conseguiu inclusive a isenção sobre Imposto de Propriedade de Veículo Automotor (IPVA). 


02 –  Há muitos Táxis clandestinos rodando em São Paulo. Além de prejudicarem toda a categoria, também são prejudiciais aos passageiros. O Sr. acha que o DTP deve reforçar a fiscalização?
Sim, os táxis clandestinos são um problema muito sério para a categoria, como eu sempre digo, a nossa categoria é a segunda vitima do desemprego, a primeira é aquele que perde o emprego e muitos dos que perderam o emprego com o dinheiro que recebem da indenização adquirem um veículo, ou seja, uma motocicleta, um automóvel ou uma perua, daí sai pela rua roubando os nossos passageiros. E as autoridades responsáveis não tomam nenhuma providencia porque dizem que são uns coitadinhos que perderam o emprego e estão trabalhando clandestinamente para ganhar o sustento da família.
O que seria necessário fazer, era criar uma FORÇA TAREFA entre as entidades que representam a categoria para combater a clandestinidade nos transportes de passageiros.


03 – O Sr. é uma das pessoas que mais combate os táxis clandestinos. Ultimamente o Sr. vêm combatendo também o envolvimento de carros particulares no transporte de passageiros. É grande o prejuízo que esses carros causam aos Taxistas ?
Não temos um cálculo exato do prejuízo causado por este tipo de transporte a nossa categoria, mas o prejuízo é grande. Podemos sentir pelo movimento do número de passageiros e as reclamações dos taxistas, principalmente daqueles que não tem um ponto bom, já no Aeroporto de Cumbica o prejuízo é muito maior, dada a proibição dos taxistas de outras cidades buscarem seus passageiros naquele local. As empresas e a pessoa física que usavam táxi passaram a utilizar carro particular. Isto porque o carro particular tem toda a regalia naquele local.


 04 – Estamos observando um aumento no nº de mortes de Taxistas vítimas de assaltos enquanto trabalham. A Polícia Militar deve aumentar as “blitz” nos táxis.
Realmente isto vem ocorrendo. É claro que a Policia Militar e a Policia Civil devem aumentar o combate não só os bandidos que atacam taxistas, mas também a todos os bandidos que andam soltos pela rua assaltando e matando pessoas.


05 – As frotas de táxis do Município de São Paulo, existem há mais de 30 anos. Hoje temos carros com idade média de 2 anos. O Sr. acha que uma frota nova traz mais conforto e segurança ao passageiro?
É claro que sim, a grande maioria dos passageiros prefere carros novos e confortáveis e se for possível com ar condicionado, pois a tarifa é a mesma independente do carro ser novo ou antigo.



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